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Notícia: Petição pública online para cassar registro de psicólogo do pastor Silas Malafaia é criada
A entrevista do pastor Silas Malafaia ao programa “De Frente Com Gabi” ainda está dando grande repercussão. Na última sexta-feira, 8, foi criada uma petição pública com a intenção de cassar o registro de psicólogo do líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
Felipe M., o autor da petição explica a importância da petição: “Considerando o disposto na resolução CFP nº 001/99 que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da Orientação Sexual, acreditamos que o Sr. Silas Lima Malafaia, psicólogo inscrito no CRP/RJ sob o número 24.678 deve ser submetido a inquérito administrativo, garantindo a ampla defesa, que venha a resultar na cassação de seu registro profissional”.
A petição, assim que alcançar 100 mil assinaturas, será destinada a Vivian de Almeida Fraga, presidente do Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro (CRP/RJ), no qual Malafaia está inscrito.
Em uma semana a petição já alcançou mais de 43 mil assinaturas e aponta que “a Psicologia, enquanto ciência da saúde, deve preservar e compreender a identidade dos sujeitos e promover a cultura de paz e de respeito aos direitos humanos”. E continua alegando que o pastor Silas Malafaia, “por ter apresentado repetidamente comportamentos homofóbicos e que patologizam a homosexualidade, desrespeitando o método científico e a ética profissional, deve ser submetido a inquérito administrativo que impeça sua atuação como psicólogo”.
Em resposta, simpatizantes e apoiadores do pastor também criaram uma petição no sábado, 9, para que seja entregue também à presidente do CRP/RJ com a intenção de não cassar e não abrir inquérito contra Malafaia. Diz o texto: “O grupo de intolerantes LGBT. está tentando cassar o registro de psicólogo do pastor Silas Malafaia... *** NAO VAMOS PERMITIR QUE ISSO ACONTEÇA** Queremos mais de 200mil assinaturas”. Essa petição alcançou, em cinco dias, pouco mais de seis mil assinaturas.
Fonte: Portal Fiel
Notícia: Os verdadeiros motivos da renúncia de Bento XVI
Segundo informações do Vaticano, Bento 16, 85 anos, renunciará oficialmente às 20h do dia 28 de fevereiro. Ele se mudará para a residência de verão dos papas em Castelgandolfo, cidade a cerca de 30 km de Roma. Após a escolha do novo papa deverá se mudar para o mosteiro “Mater Ecclesiae”, no interior do Vaticano, onde poderá estudar, escrever, escutar música, rezar e passear pelos jardins.
Joseph Ratzinger voltará ser cardeal e terá o título de bispo emérito de Roma, abandonando o nome Bento XVI. A agência EFE entrevistou um cardeal que preferiu não se identificar.
Ele admite que “Um dos problemas que a Santa Sé enfrentará em um breve futuro, será a convivência dentro dos muros vaticanos do sucessor de Bento XVI e também do papa demissionário”.
Embora tenha alegado estar cansado e sem energia, há fortes indícios que Ratzinger estaria isolado politicamente. Fontes próximas ao Vaticano afirmam que a exaustão alegada não é apenas por causa da sua saúde, mas seria por causa da disputa de poder que marcou seus últimos meses no trono. A principal causa seria o “governo paralelo” criado pelo cardeal Tarcisio Bertone, um dos favoritos à sucessão. Bertone era amigo pessoal de Bento 16 e quem mais recebeu poder na Igreja em 2005, quando o papa assumiu o trono.
Desde então, fez alianças com membros da Cúria que teriam colocado o atual papa contra cardeais da Santa Sé.
Indiretamente, a Santa Sé confirmou que a fragilidade não era apenas de sua saúde. “O papa é uma pessoa de grande realismo e conhece os problemas e as dificuldades”, afirmou o porta-voz da Igreja, Federico Lombardi. “A renúncia foi uma mensagem à Cúria, mas também a todos nós”.
Fontes das embaixadas estrangeiras junto à Santa Sé contaram ao jornal O Estado de São Paulo que o papa renunciou de livre vontade, mas consciente da resistência de seus ex-aliados.
Oito anos atrás, Bento 16 chegou ao trono com a promessa de que faria uma “limpeza na Igreja”. Havia uma série de denúncias contra cardeais quensimplesmente eram ignoradas ou levavam anos para serem apuradas. Por exemplo, os casos de Roger Mahony, Thomas Curry e Marcial Maciel, fundador dos Legionários de Cristo.
Embora tenha se esforçado, Bento 16 não conseguiu cumprir sua meta de “tolerância zero” em relação à pedofilia. Ele chegou a declarar “Quanta sujeira há na Igreja”.
Após as denúncias públicas de seu ex-mordomo, Paolo Gabriele, pesaram a revelação da corrupçãoexistente no Banco do Vaticano. Ele perdoou o empregado, ciente que embora condenado, não agora sozinho e que atividades e manobras escusas nos bastidores da Santa Sé não paravam.
Para a revista italiana Panorama, o papa teria decidido renunciar em 17 de dezembro do ano passado, após ler um novo relatório durante o escândalo do vazamento de documentos oficiais do Vaticano, conhecido como “Vatileaks”.
Na ocasião, Bento 16 recebeu os três cardeais que nomeou para investigar o vazamento de seus documentos pessoais e do Vaticano, os cardeais Julián Herranz, Salvatore De Giorgi e Jozef Tomko.
O relatório apresentado por eles continha documentação, entrevistas e interrogatórios, que revelaram uma grande “resistência na Cúria à mudança e muitos obstáculos às ações pedidas pelo papa para promover a transparência”.
De acordo com a publicação, o papa ficou “muito decepcionado” com o que ouviu e admitiu “ter descoberto uma face da Cúria vaticana que jamais tinha imaginado. Antes do Natal começou a pensar seriamente em sua renúncia”.
Durante sua última grande missa, na Quarta-Feira de Cinzas, Bento 16 deu dicas que se preocupa que os seguidores de Cristo deveriam mostrar o verdadeiro rosto da Igreja, reconhecendo que muitas vezes essa face “aparece desfigurada por pecados”.
“Penso em particular nos atentados contra a unidade da Igreja e nas divisões no corpo eclesial”, asseverou durante a homilia na Basílica de São Pedro, quando denunciou “a hipocrisia religiosa, as atitudes que buscam aplauso e aprovação”, citando as “divisões no corpo eclesial”.
Durante a missa de abertura da quaresma, disse querer chamar a atenção da igreja e denunciar “golpes” contra a mesma. Também pediu aos fieis a superar “individualismos e rivalidades”.
Esta é apenas a segunda vez que um papa da Igreja Católica renuncia ao pontificado. Antes, no ano de 1294, Celestino 5º abdicou antes de ser consagrado. Ele, que havia vivido como um ermitão antes de ser designado papa, não se sentia preparado para assumir o comando da Igreja.
Fonte: Portal Fiel
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